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Toni em: Minha vida resumida no Final de Semana

11-bike_11-bikesabedoria2A gente sabe que tem dia que não é fácil, né não?
Pode até parecer mais do mesmo a gente falar, mas, uma vida com altos e baixos é uma vida de muuito aprendizado, sérião.
Vamos nos permitir a aprender, a errar, a acertar, a experimentar, a ousar, a se questionar e o principal: vamos ser o que a gente quer ser!

E sabe quenhé que tá ai pro que der e vier? A gente, xuxus!
Estamos aí pro dia do pijama, filme, jantar bacana, fazer nada e fazer tudo!
Acesse a Flaminga e descubra seus dias com a gente ♡

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Toni: Escolher, eu posso!

 A gente quer inteiro e não pela metade!

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Sabe aquela sensação de comprar uma roupa que serve, que fica linda e ainda por cima tem tudo a ver com a gente?
É, tô falando da nossa escolha e não somente daquelas túnicas com uma legging que sempre tentam empurrar pra gente (eu adoro túnica, mas também quero usar vestido, saia, jeans, macacão e cropped), tô falando da nossa própria escolha!
Não basta ter somente uns pedaços de tecido para cobrir o corpo.
Se você aí que tá lendo isso ainda não teve este momento, desejo que tenha e muuitos, pois é uma sensação tão maravilhosa! É libertador!
A gente não tem que usar aquilo que ditam que devemos usar, é como dizem: regras foram feitas para serem quebradas e euzinha aqui não vou esconder meu corpo porque querem que eu esconda, ora!

QUEREMOS ESCOLHER!
Criar o nosso estilo a partir de opções variadas é nos reconhecer no espelho.
Escolhas formam a nossa personalidade e nos fortalecem como indivíduos.
Tá gente, sei que não é tão fácil assim acabar com aquela dúvida do “será que devo usar?” mas é experimentando que conseguimos criar um visual que seja a nossa cara e ganhamos forças para vislumbrar a nossa capacidade de moldar outros aspectos da vida.

Daí você diz “Outros aspectos da vida, que cê tá falando, Toni? A gente não tá falando de roupa?”
Amore, quando a gente pensa “Sim, eu quero e vou usar!” sentimos que temos o poder de escolha, onde o maior amor que podemos receber é o de nós mesmas.
Seguindo essa lógica merecemos um relacionamento que nos faça sentir o mesmo, estar nele porque quer estar, te faz bem e não é tóxico. Você existe e tem valor importantíssimo para si, você é única e merece alguém que lhe respeite e faça bem, a gente tem o amor que acha que merece ter

Porque não são somente com roupas e matchs que queremos o poder de escolher sem sermos ridicularizadas ou abusadas.
São também amores, amizades, assentos de ônibus, lojas, cortes de cabelo, empregos e família, tá, essa a gente não escolhe mas pode ter um jeitinho de como lidar com aquele tio do pavê ou a tia dos namoradinhos.

Nossos desejos, necessidades e vontades são mais grandiosos, nós somos inteiras e não aceitaremos pela metade!

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Toni: Mudança de Planos

‘‘Como vim parar aqui?’

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Essa questão existencial aparece normalmente junto de uma linha do tempo, que marca desde os seus sonhos de criança até o presente. Pois eu, Toni, mulher, gorda, solteira, trinta anos, empoderada, venho por desta declarar que minha vida não é nada parecida com a que eu imaginava para mim.

Isso é um problema? Pode ser!
Traz algumas decepções? De vez em quando eu me afogo em uma panela de brigadeiro, duas na verdade.

Mas chega! Não é assim ruim, gente! Eu tenho minha liberdade, um certo conforto, viajo, tenho um cachorro lindo, amigos para qualquer hora e de vez em quando uns Matchs de Tinder na minha cama. Mas o imbróglio aparece em ocasiões como perguntas inconvenientes de tia “Antonieta, quando você vai emagrecer para achar um bom homem para você?”, trazendo à tona a recordação dos meus antigos planos de “gente grande”.

Sempre fui gorda, e com dez anos usava aparelho, era muito desajeitada com cabelo estranho. Isto é, um alvo piscante em neon com a placa escrita “Seja zoada!”.
Nessa época difícil, a minha esperança era o futuro, onde teria sucesso com um ótimo emprego, marido, filhos, cachorro, uma casa grande e seria MAGRA! Tudo isso aos 26 anos!

Ah, que fofa que eu era, gente! Eu realmente acreditava. Queria voltar no tempo só para apertar as minhas bochechas de Toni!

Mas aí, os anos foram passando, a gente vai mudando, veio o colegial, vestibular, as novas experiências de faculdade, uma barriga de cerveja, o primeiro cara e alguns outros. Por fim entramos na famigerada realidade com novas decepções, uns quilos a mais, o primeiro emprego, o desemprego, mais outros quilos, o trabalho autônomo, estresse e algumas dívidas.
Bem, a vida andou, tive dias bons e ruins e no fim eu não emagreci. Na verdade, do plano, só fiquei com o cachorro.

Daí você me pergunta: Mas Toni, isso não é um problema?
Claro que não, a vida tá diferente, mas tá boa! Então, por que ainda me deixo abalar por um sonho infantil não realizado?
Teve uma época que isso era uma questão muito forte, foram necessárias muitas horas de terapia! Tipo assim, anos.
Uma tonelada de dinheiro para descobrir uma coisa, que agora parece ser simples e
 que quero compartilhar com vocês.

Assim que eu começo a comparar a minha vida com os meus sonhos de criança, paro e penso.

Esse futuro que eu imaginava era realmente meu? Ele tem a ver comigo? Ou será que veio de outras pessoas? Talvez tenha surgido dos comentários familiares mandando eu emagrecer, ou de toda o bullying que sofri por ser gorda? Será que o único padrão de mulher realizada e feliz que chegava em mim pela televisão ou revistas era de uma mulher rica, europeia e magra?

Eu fiz esse exercício muitas vezes, ainda faço! Por fim descobri que, antes dessa fase, eu na verdade queria ser uma sereia! É mais divertido, né?
Podemos (e devemos) seguir nossos sonhos, mas respeitando quem somos.

Agora é só arranjar a cauda e partiu Ilha Grande, uhul!


E você? Quem você planejava e se transformou?
Seja sua melhor versão com a gente, seja Flaminga ♡

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