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Flaminga Entrevista: Babu Carreira

Babu? Vem que a Flaminga te sintoniza!

Babu é uma gata garota, comunicadora e atriz que está com vários projetos incríveis, um deles são os vídeos que ela publica às Terças e Quintas em seu Canal no Youtube, Bolsa Amarela da Babu, com temas sobre Gordofobia e Emponderamento, cheia de humor e responsabilidade! Além de atriz ela também é responsável pelo Big Bazar, tem uma loja online, o Big Brechó e é  Apresentadora do Papo Calcinha no Canal Multishow! E você acha que acabou? Nops! Depois de tuudo isso ela ainda está dando palestras <3 Sim! Ela está realizando palestras gratuitas em escolas para adolescentes, abordando a Gordofobia, dialogando tanto com mulheres quanto com homens, estimulando o poder pessoal que cada um deve crer!
Nós aqui na Flaminga achamos a atitude maravilhosa, necessária e super carinhosa!
Pensando nisso fizemos esta entrevista pra lá de informativa e legal. Confira agora e conheça mais sobre este lindo projeto da Babu! 


Como surgiu a ideia de montar uma palestra falando sobre gordofobia e empoderamento?

Uma antiga professora minha de português me chamou para conversar com os estudantes do colégio onde ela trabalha sobre a minha experiência e meu trabalho como pessoa pública que fala sobre ser gorda. E foi o start que eu precisava para montar uma palestra sobre o tema, porque eu acho que é sobre Gordofobia e Empoderamento a minha experiência de vida mais forte. As pessoas sempre curtiram conversar sobre esse tema comigo, sendo gordas ou não. Então me senti preparada e empolgada para compartilhar meus pensamentos sobre o tema.

 

Que tipo de mudanças você acredita que pode promover com esse trabalho?

Acredito que vendo uma pessoa falando abertamente sobre o tema, explicando onde e porque o preconceito com gordos é doloroso, sem vitimização, de modo direto e explicativo, o jovem entenda que é um ponto a se pensar. Espero mudar um pouco o esteriótipo de pessoa gorda na concepção geral, ou pelo menos ampliar o olhar desse adolescente em relação a isso. 

Você comenta que não gosta muito do termo gordofobia. Pode explicar pra gente?

Eu acho que esse termo associa o preconceito contra gordos à uma doença. E ninguém quer ter doença, ninguém quer assumir que é gordofóbico porque parece algo de outro mundo! A palavra assusta muito e distancia. As pessoas precisam entender que o difícil e raro é NÃO ser gordofóbico, porque esse é um preconceito muito naturalizado e visto até como algo bom. Algo que evita que você justamente fique gordo, porque para a maioria das pessoas ser gordo é claramente péssimo.

Pra qual  público você sugere essa palestra? Nas escolas, qual idade focou?

Eu foco mais em adolescentes, entre 14 e 17 anos, pois acho que é nessa idade que se intensificam as questões com o corpo, tanto para meninos quanto para meninas. É importante nessa idade ter contato com pessoas que são diferente do que se espera de um adulto, e ver que existem várias formas de ser “gente grande” e ser feliz.

Como tem sido a recepção ?

Tem sido maravilhosa! Tanto professores quanto alunos ficam super felizes com a discussão. Muitas meninas me contam sobre as pressões para emagrecer, ou permanecerem magras, e os meninos contam como enxergam uma pessoa gorda, falamos sobre bullying. Os adultos acham o máximo porque a maioria inclusive ainda não tinha nem pensado em como isso afeta a relação que eles tem com os próprios corpos, e no fim todo mundo parece sair se amando mais um pouquinho. :)

Fale mais sobre o projeto ou qualquer outro que tenha em mente com objetivo de desmistificar o tema.

Por enquanto as palestras são a maneira que eu escolhi para repassar de uma maneira positiva tudo que eu passei relacionado a gordofobia. É um projeto despretensioso, com a única ambição de passar adiante a minha experiência, se isso ajudar, e parece que ajuda, ótimo! Tenho um canal no Youtube o Bolsa Amarela da Babu, onde discuto várias coisas, inclusive gordofobia, mas não é focado nisso. Até porque muito do que eu acredito é baseado no fato de que ser gorda não é minha principal característica, então não precisa ser o foco do meu trabalho como atriz e comunicadora. Pelo simples fato de eu me manter vivendo a minha vida e superando minhas próprias barreiras, já é uma parte da luta.

 


Sensacional, né nom? Repassem isso pra amiga, pra tia, pra professora, pra prima, no colégio, na mesa de jantar, pra todo mundo! Acompanhem a Babu pelas redes sociais e fiquem por dentro de todas as novidades espoletas!
E vocês já viram as Escolhas da Babu na Flaminga? Clique aqui e confira 😉

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O caminho é árduo, mas a vista é maravilhosa – Femicidade

FEMINICIDADE – SP

A ocupação da MULHER no espaço urbano.

 

mari sem vergonhaEra uma vez…

Todas nós.

A moça do rosto bonito.

A amiga engraçada.

A colecionadora de cangas.

A cobaia de dietas.

O ponto de referência.

O objeto de fetiche.

O eterno copiloto, sempre no banco da frente.

Mulheres desleixadas.

Mulheres preguiçosas.

Mulheres etiquetadas.

Desleixo pela falta de opções.

Preguiça por indolência do metabolismo.

Etiqueta que não é P, nem M, nem G.

As “fora do padrão”.

Mulheres cansadas de ser gordinhas, fofinhas, curvilíneas, de parecerem erradas.

Mulheres que decidiram cruzar as fronteiras limitadas pela etiqueta e inverter o curso do caminho até a perfeição.

Ao invés de ela vir de fora pra dentro, ela passou a ir de dentro pra fora.

Porque ninguém precisa de um projeto pra ser alguém ou alguma coisa, porque nós somos o que somos, somos pessoas, não somos metas e não vivemos em só um momento do ano.

Somos e vivemos todos os dias e é nosso dever nos sentirmos confortáveis em nossa própria pele, definitivamente, sem culpa.

O caminho é árduo, mas a vista é maravilhosa, e inclui gordo em capa de revista, na tela do cinema, no topo das paradas, nas passarelas internacionais.

Inclui.

Representa.

Está longe de ideias e próximo de realidades.

Somos mulheres gordas.

Mulheres que passaram a se ver como parte do baile, sem roupa provisória, sem planejamento, sem vergonha.

*Faz parte desse caminho reivindicar nosso espaço, reclamar da catraca, do banco pequeno, da cadeira frágil, da roupa que não entra, do comentário opressor na sua foto bonita. Faz parte desse caminho debater, entre nós e entre todos.

Pensando nisso, no próximo sábado, 12/03, Srta. Mari-sem-vergonha, acompanhada de Luci e Rachel do canal falando sobre gordofobia, e das mulheres que equilibram os pratos rodopiantes da Flaminga, Sylvia Sendacz e Cynthia Horowicz, farão parte do evento Feminicidade, que celebra o Dia das Mulheres por meio de uma série de atividades.

Sylvia e Cynthia participarão do bate-papo sobre mulheres empreendedoras – das 12:00 às 14:00.
Luci e Rachel serão mediadoras da roda de conversa sobre gordofobia – das 14:00 às 16:00.
Mari coloca pra fora seu lado consultora de estilo no workshop especialmente desenhado para mulheres gordas das 16:30 até às 18:00.

É tudo gratuito, só falta vocês!

O evento acontece em São Paulo, na ViLinda – Rua Simão Álvares, 784 – Pinheiros.
Confirme presença e confira a programação completa aqui!

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