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É preciso Normalizar!

Normalização? Body Scanner? Estudo antropométrico? Oi?

Flaminguetes!
Vocês já ouviram falar sobre a Normalização de Medidas Plus Size?
Nós como uma Loja Online Plus Size entendemos bem a frustração das clientes na hora de comprar, é 48 que parece 54, 50 que parece 46, é G1, EXG, uma confusão de tamanhos. E se tem algo que desanima na hora de comprar é essa incerteza de tamanhos, não é mesmo?
É então que você pensa “poxa, por que é tão difícil o 50 ser 50?” ou “será que eles poderiam criar sem oscilar tanto nas medidas?”.
Pensando nisso a blogueira Glenda Cardoso do  Curvilíneos e a consultora de moda e modelo Andrea Boschim amadureceram o projeto de Normalização dos tamanhos Plus Size realizados pela ABNT, que irá medir voluntárias através do Body Scanner, facilitando a produção das marcas e a compra dos consumidores.
Na entrevista abaixo você vai entender melhor o que é Normalização, Body Scanner e como ser  voluntária deste projeto incrível!

andrea_glenda
Andrea Boschim e Glenda Cardoso

Como surgiu o projeto de vocês? E por que o estudo é importante?

Glenda: O projeto surgiu com a concepção do blog no final de 2013, quando comecei as pesquisas no mercado plus size para lançar um App voltado a esse público. A primeira ação foi uma Audiência Pública com as Deputadas Mara Gabrilli e Celia Leão que tratavam dos direitos das pessoas obesas e de uma lei para padronização de tamanhos.
No final de 2014 entrei em contato com a ABNT para obter informações do projeto e saber se ele contemplava medidas acima do 44. Foi quando a Adelina, superintendente da ABNT/CB­17, me convidou a participar da comissão de estudos da normalização que não tinha nenhum representante plus size.
À partir daí convidei alguns players do nicho para uma reunião no primeiro trimestre de 2015, que trataria da inclusão de medidas plus size. Foi nessa oportunidade que solicitamos que o estudo dos tamanhos fosse refeito, já que durante as medições pelo Brasil através do Body Scanner, o universo medido contemplava os tamanhos grandes. E foi também quando a Andrea se juntou a nós nessa luta.

Andrea: Quando a Glenda me chamou para a reunião esperava encontrar muitas empresas representadas e participativas ao processo. Mas não foi o que aconteceu, sendo esta ausência que me fez querer abraçar esta causa. Temos sido porta voz deste estudo para as marcas, blogueiras, amigas, porque as medidas darão um parâmetro mais real das medidas e esperamos que diminua a discrepância entre uma marca e outra. Tabelas por si só não dizem muita coisa… As marcas não precisam ter receio de ceder suas medidas pois elas são apenas o início do processo de criação de uma marca. A criatividade da equipe de estilismo, modelistas, a escolha dos tecidos, uma comunicação com o consumidor final bem feita e tantos outros fatores é que tornam cada marca única.

Quais as necessidades desta padronização para o mercado Plus Size?

Glenda: O termo correto não é padronização mas normalização pois não será obrigatória. Nenhuma confecção será obrigada a cumprir a norma, porém, acreditamos que quando ações tão importantes estão sendo estudadas, debatidas e validadas, a adesão é voluntária. E as marcas aderirão porque será um importante parâmetro. É importante para facilitar a vida da consumidora, do e-­commerce e lojistas, enfim, de toda cadeia produtiva de moda.

Qual o processo para realizar a normalização? Qual o sistema utilizado?

Glenda: O primeiro passo foi levantar as tabelas de várias confecções e buscar um consenso. Depois, a ABNT e ABIT convidaram o SENAI CETIQT para compartilhar informações de um estudo que eles fizeram medindo mulheres através do body scanner, mas que não haviam coletado medidas suficientes de mulheres que vestem acima do manequim 46. Apoiados no primeiro estudo e nas medidas obtidas foi criada uma estimativa de tamanhos com base nos diversos biotipos da mulher brasileira, respeitando as peculiaridades de cada região.
Para o plus size estamos organizando um evento onde as mulheres que quiserem contribuir com o estudo serão medidas através do body scanner e, então, o equipamento existente será testado.
Esperamos contar com a colaboração das marcas também, elas podem disponibilizar suas tabelas de medidas que serão usadas apenas pelas entidades envolvidas na normalização.

Vocês acreditam que seja mais difícil a normalização dos tamanhos para o Mercado Plus Size?

Acreditamos que sim. São muitos os fatores que podem dificultar o processo. Primeiramente, embora a ABIT tenha comunicado as empresas de roupas femininas de todos os tamanhos, praticamente não houve adesão das empresas plus size. Podemos conferir isso nas reuniões que participamos e na falta de tabelas que contemplassem os manequins plus size. Além disso o equipamento utilizado pelo SENAI CETIQT pode não ser tão preciso num corpo mais curvilíneo, e por isso, precisamos do evento direcionado à este nicho para que possamos levantar as imprecisões desta tecnologia e certificar a necessidade de aquisição de um novo equipamento.

Além disso, o processo de medição exige que as voluntárias estejam vestidas com lingerie adequada, sem compressão, e fiquem expostas, ainda que por pouco tempo, numa cabine, para ter suas medidas mapeadas. É sabido que muitas mulheres não aceitam seu corpo e se sentem constrangidas, por isso é muito importante uma abordagem muito didática para conseguirmos um numero expressivo de medições.
Porém, a ABNT está sendo muito cobrada em relação à norma de vestibilidade feminina, desta forma, é possível que as medições plus size entrem num segundo momento, ou até como um adendo a norma.

Com tantos biotipos de corpos e com tantas modelagens diferentes. Como fica essa questão de normalização de tamanhos?

A norma já está praticamente finalizada em vias de ser publicada no site da ABNT para consulta popular, ela contempla mais de um biótipo, de acordo com o material coletado, e propõe uma tabela diferente para cada um deles. Já o estudo antropométrico está em fase final de catalogação dos dados e ainda não temos acesso a estes resultados oficiais, mas cremos que não será diferente com o plus size.

E por fim, vocês acreditam que vamos conseguir a normalização total dos tamanhos na industria brasileira?

Andrea: O projeto é muito interessante e como a Glenda já mencionou será de grande ajuda para todas as esferas do mercado plus size, desde a confecção, até a consumidora final. Por esta razão estamos tão empenhadas em realizar este evento em SP. Esperamos que ele seja o fio condutor de uma mudança significativa no mercado plus size.

Glenda: Acredito que esse é um processo que vem sendo tratado há anos no mercado de moda convencional (até o tamanho 44), e tem obtido um avanço significativo. Para nosso nicho não será diferente. Com empenho, adesão e com a junção de forças de todos tenho certeza que conseguiremos uma normalização condizente com nossas formas.
Também acredito ser de extrema relevância todos os estudos acadêmicos voltados ao plus size. Quanto mais pessoas se especializarem, realizarem estudos, pesquisas e obtiverem novas perspectivas, mais ganhamos em conhecimento aplicado aos negócios.


Que projeto legal, né gente? Glenda e Andrea, vocês arrasaram <3

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Porque ninguém precisa de um projeto pra ser alguém ou alguma coisa, porque nós somos o que somos, somos pessoas, não somos metas e não vivemos em só um momento do ano.

Somos e vivemos todos os dias e é nosso dever nos sentirmos confortáveis em nossa própria pele, definitivamente, sem culpa.

O caminho é árduo, mas a vista é maravilhosa, e inclui gordo em capa de revista, na tela do cinema, no topo das paradas, nas passarelas internacionais.

Inclui.

Representa.

Está longe de ideias e próximo de realidades.

Somos mulheres gordas.

Mulheres que passaram a se ver como parte do baile, sem roupa provisória, sem planejamento, sem vergonha.

*Faz parte desse caminho reivindicar nosso espaço, reclamar da catraca, do banco pequeno, da cadeira frágil, da roupa que não entra, do comentário opressor na sua foto bonita. Faz parte desse caminho debater, entre nós e entre todos.

Pensando nisso, no próximo sábado, 12/03, Srta. Mari-sem-vergonha, acompanhada de Luci e Rachel do canal falando sobre gordofobia, e das mulheres que equilibram os pratos rodopiantes da Flaminga, Sylvia Sendacz e Cynthia Horowicz, farão parte do evento Feminicidade, que celebra o Dia das Mulheres por meio de uma série de atividades.

Sylvia e Cynthia participarão do bate-papo sobre mulheres empreendedoras – das 12:00 às 14:00.
Luci e Rachel serão mediadoras da roda de conversa sobre gordofobia – das 14:00 às 16:00.
Mari coloca pra fora seu lado consultora de estilo no workshop especialmente desenhado para mulheres gordas das 16:30 até às 18:00.

É tudo gratuito, só falta vocês!

O evento acontece em São Paulo, na ViLinda – Rua Simão Álvares, 784 – Pinheiros.
Confirme presença e confira a programação completa aqui!

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Mari-sem-vergonha faz Yoga sim!

Calma, equilíbrio e busca.

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Era uma vez uma menina que de tanto buscar, entregou

Uma menina que deixou de ser mágica

Ficou só equilibrista

Uma menina que dança na corda bamba de sombrinha

Em cada passo dessa linha

Com calma e exagero,

Excesso e desapego

Desequilibrando com balanço

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Uma menina que deixou de ir e aprendeu a ficar

Era uma menina que entendeu que não precisava buscar o que já era dela

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O descomunal que precisa de respiro

Eu sou essa menina e tenho um convite especial :)

Uma aula de yoga especialmente gravada pra vocês

Pra quem quiser aprender a encontrar lugares novos – dentro de si <3  Afinal, somos todas Mari-sem-vergonha!            

Que este post inspire a todas as Maris, Fernandas, Paulas, Gabis, Julianas… Somos todas Sem-Vergonhas!
Faça aquilo que te fará bem, e seja qual for sua escolha a Flaminga estará a postos para te ajudar na escolha ideal do que vestir!
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